Abertura

04JUL2026

16-20H

Khas | MONTANHAS CAPIXABAS,
ESPIRITO SANTO, BRASIL

Abertura somente para convidados.

EXPOSIÇÃO

A exposição “O QUE SENTE O CORAÇÃO”, da artista Ddaniela Aguilar, convida o público a sentir a natureza que envolve o projeto KHAS, nas Montanhas Capixabas, e a vivenciar duas séries centrais da mostra: a escultura “Códigos do Agora” e o conjunto de pinturas “As Chaves de Mercúrio”.

A artista constrói pinturas, esculturas e instalações por meio de uma linguagem simbólica inspirada nas memórias dos sonhos, materializada em espirais, sigilos, códigos e labirintos.

Ao visitante, a exposição propõe um mergulho poético entre o visível e o invisível, entre o intervalo das batidas do coração e aquilo que habita os espaços mais sutis do ser.

DDANIELA AGUIlAR

n. 1967, Governador Valadares, Minas Gerais, Brasil.
Vive e trabalha nas Montanhas Capixabas, Espírito Santo.

Artista Visual, formada em Educação Artística/Artes Plásticas na Escola Guignard/UEMG, Gravura e Estilismo na Escola de Belas Artes/UFMG, em Belo Horizonte, Brasil. Especializou-se em Design Têxtil na Universidade Ramon Llull, em Arte & Ação Social na Escola Massana e em Ilustração de Livros Infantis na EINA – Universidade Autônoma de Barcelona, Espanha.

Sua trajetória artística caminha por interseções entre arte e design. Em seus processos criativos, investiga o reuso de materiais e o universo das memórias derivadas dos sonhos e dos desejos, amplificadas por sobreposições de símbolos e emblemas, explorados em pinturas, objetos, esculturas e instalações.

A partir do que coleciona como modo de viver, apoia-se também na Espagiria e nos oráculos, que tecem fios, tramas e urdiduras no conjunto simbólico imaginário presente em suas obras.

KHAS

Localizado a 1.120 metros de altitude, com vista para’ o Parque Estadual da Pedra Azul, em uma região marcada pela imigração italiana e a!emã e pela Indicação Ceogiáfica Cafés do Espírito Santo, o KHAS está situado nas Montanhas Capixabas. Õ espaço é um projeto familiar dedicado ao cultivo de cafés especiais, concebidocomo um laboratórios de experiências que conecta café, arte, design, natureza, turismo criativo, sustentabilidade, bem-estar e bem viver. 

Utilizando como referência arquitetônica materiais presentes nas construções do início da colonização italiana, aliados a elementos de reuso e à inserção de obras da artista visual Ddaniela Aguilar, o KHAS propôs uma vivência integrada entre cultura, paisagem e criação contemporânea.

A palavra KHAS tem origem nos povos da Antiga Pérsia que migraram para as encostas do Himalaia e regiões próximas. Significa “especial” no idioma malaio e está associada ao Vetiver, planta cuja raiz possui propriedades terapêuticas e é amplamente utilizada na bioengenharia para contenção de encostas e descontaminação do solo e da água por metais pesados.

Atelier

Construído em 2022, o ateliê foi concebido com a intenção de habitar a própria obra. Como uma caixa escultórica, sua estrutura foi feita com madeira de pinus e com o reaproveitamento de telas de serigrafia provenientes de uma fábrica de estamparia de Vila Velha/ES.

As matrizes serigráficas são utilizadas pela artista, desde 1997, como matéria-prima para objetos e pinturas. Na estrutura do ateliê, existe também a experimentação da passagem do tempo. Essas telas recebem interferências por meio de sobreposições de novas camadas de matrizes e pintura, em resposta às intercorrências da natureza: galhos de árvores que caem e criam pequenos rasgos, marimbondos que fazem suas casas entre as frestas, além de lagartos, formigas e passarinhos que aparecem de passagem.

Saulo di tarso

Curador, artista visual e pesquisador especializado em estética comparada, arte urbana, novas mídias e arte contemporânea brasileira e sul-americana. Com uma trajetória marcada pela atuação em importantes instituições culturais da América Latina, desenvolveu projetos curatoriais, exposições e pesquisas voltadas às intersecções entre arte, cidade, tecnologia e pensamento contemporâneo.

Ao longo de sua carreira, colaborou com espaços como o Memorial da América Latina, Museu Afro Brasil, Casa das Rosas, Paço das Artes, CCBB e Galeria da Unicamp, além de ter idealizado a Trienal Internacional de Grafias. Sua produção curatorial destaca-se pelo diálogo entre linguagens visuais, experimentação estética e processo educativos, aproximando artistas, público e território urbano.

texto curatorial

A autofagia da sobrevivência é, sem dúvida, o maior desafio na sobrevivência dos artistas em todos os tempos. Nascida em Governador Valadares, Minas Gerais, Ddaniela Aguilar possui extrema ligação com este rastro da vida material herdada pelo afeto plenamente construído de um criador, seu avô Julio Vieira, a grande reincidência no seu caminho, cuja tradução é o fazer constante no ateliê instalado na fazenda. Uma dicotomia entre os afazeres de um homem da terra e a necessidade de criar suas selas e objetos dentro do cotidiano por meio da arte do couro e dos metais, da madeira, enfim, a mesma visão das artes arcaicas que povoam o sertão brasileiro, como a obra de Espedito Seleiro.

São tradições que operam a arte dos cavaleiros que comandam a terra, cavalgando, atravessando a caatinga e o cerrado, onde a beleza da moda em couro serve para equilibrar o corpo sobre os animais e, sem rasgar a pele, fornecer a travessia entre tempos e regiões, sobre o plano e a poeira da terra e das montanhas. Epigrama da existência, por assim dizer, a pele que recobre o homem e vem dos animais, onde eles não são escassos porque foram domesticáveis. E se o couro não está na obra de Ddaniela Aguilar como matéria, ele está como metáfora dos tecidos que vão vestir a pele e a alma da artista.

mapa da exposição

1. PINTURA:
Série “AS CHAVES DE MERCÚRIO”

2. PINTURA:
Série “AS CHAVES DE MERCÚRIO”

3. LOJA DA GALERIA

4. PINTURA:
Série “AS CHAVES DE MERCÚRIO”

5. INSTALAÇÃO:
WORK IN PROGRESS

6. INSTALAÇÃO:
ATELIER

7. PRAÇA

8. ESCULTURA:
“CÓDIGOS DO AGORA”

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